Archive for the ‘Letras’ Category

Laia ladaia sabadana

Posted on Junho 23rd, 2005 in Letras | 1 Comment »

Reza
(Edu Lobo - Ruy Guerra)

Por amor andei já
Tanto chão e mar,
Senhor já nem sei
Se o amor não é mais
Bastante pra vencer.
Eu já sei o que vou fazer,
Meu Senhor:
Uma oração,
Vou cantar para ver se vai valer,
Laia ladaia sabadana Ave-Maria!

Ah! meu santo defensor,
Traga o meu amor,
Laia ladaia sabadana Ave-Maria!
Se é praga ou oração,
Mil vezes cantarei
Laia ladaia sabadana Ave-Maria!

Diga a verdade, doa a quem doer…

Posted on Junho 21st, 2005 in Letras | No Comments »

Piano bar
(Engenheiros Do Hawaii)

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas, quando o neon é bom, toda noite é noite de luar

No táxi que me trouxe até aqui Júlio Iglesias me dava razão
No clip, Paul Simon tava de preto mas, na verdade, não era não
Na verdade nada é uma palavra esperando tradução

Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta alguém que parte e não volta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina

O fogo ilumina muito por muito pouco tempo (por muito pouco tempo)
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo, tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos

Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
De outros carnavais, com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

No início era um precipício (um corpo que caía)
Depois virou um vício (foi tão difícil acordar no outro dia)
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

ao som de ao som de: Engenheiros do Hawaii - Piano Bar (ao vivo)

Vestido com as roupas e as armas de Jorge

Posted on Maio 1st, 2005 in Letras | No Comments »

Jorge da Capadócia
(Jorge Benjor)

Jorge sentou praça
na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia

Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento eles possam ter
para me fazerem mal

Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.

Pois eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!

Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!

ao som de ao som de: Jorge Ben Jor - Jorge da Capadócia

A Rita matou nosso amor

Posted on Março 11th, 2005 in Letras | No Comments »

A Rita
(Chico Buarque)

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de São Francisco
E um bom disco de Noel

A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meu pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão

ao som de ao som de: Chico Buarque e Caetano Veloso - A Rita

Outro Lugar

Posted on Março 2nd, 2005 in Letras | 1 Comment »

Outro Lugar
(Milton Nascimento)

Cê sabe que as canções são todas feitas pra você
E vivo porque acredito nesse nosso doido amor
Não vê que tá errado, tá errado me querer quando convém
E se eu não tô enganado acho que você me ama também

O dia amanheceu chovendo e a saudade me contém
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem
Vem logo que esse trem já tá na hora, tá na hora de partir
E eu já tô molhado, tô molhado de esperar você aqui

Amor eu gosto tanto eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto, com sede de amar
Igual a um beija-flor que beija a flor, de flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a história passa e pode me levar

E eu não quero ir, não posso ir pra lado algum enquanto não voltar
Não quero que isso aqui dentro de mim vá embora, tome outro lugar
Talvez a vida mude, nossa estrada pode se cruzar
Amor meu grande amor, estou sentindo que está chegando a hora de dormir

ao som de ao som de: Milton Nascimento - Outro Lugar

Rodamoinho, roda pião

Posted on Fevereiro 17th, 2005 in Letras | No Comments »

Roda-Viva
(Chico Buarque)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mais eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá

ao som de ao som de: Chico Buarque & Fernanda Porto - Roda Viva

O que é que a vida vai fazer de mim???

Posted on Fevereiro 14th, 2005 in Letras | No Comments »

João e Maria
(Chico Buarque/Sivuca)

Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
Ensaiava um rock
Para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da saudade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

ao som de ao som de: Oswaldo Montenegro - João e Maria

Ainda Bem

Posted on Novembro 8th, 2004 in Letras | No Comments »

Ainda bem
Liminha / Vanessa da Mata

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida
Sei lá
Nos dias frios em que nos estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria ao acaso e não sorte

Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Este encontro
Nós dois, este amor

ao som de ao som de: Vanessa da Mata - Ainda Bem